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Roberto Carlos critica PV por falta de apoio financeiro em campanha

Deputado reeleito expõe discriminação interna e ausência de recursos partidários em 2026

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Roberto Carlos denuncia discriminação do PV e revela reeleição sem verba partidária

O deputado estadual Roberto Carlos (PV) revelou ter enfrentado a campanha de reeleição em 2026 sem nenhum apoio financeiro do Fundo Partidário, denunciando discriminação dentro do Partido Verde. A situação também foi confirmada por Marquinho Viana, outro deputado da legenda, que relatou não ter recebido recursos para sua campanha.

Em entrevista, Roberto Carlos mencionou que foi excluído da propaganda eleitoral no rádio e na TV, uma decisão tomada pela direção nacional do PV. “Não tive um centavo de fundo eleitoral. Perguntei ao presidente estadual, e ele me disse que foi uma decisão da nacional”, afirmou. Apesar disso, ele conseguiu reeleger-se com doações de aliados e fundos pessoais.

Entre os apoios, destacam-se os R$ 200 mil doados pelo deputado federal Bacelar (PV) e R$ 125 mil investidos pelo próprio Roberto Carlos. O restante das contribuições, incluindo uma doação de Randerson Leal, vereador de Salvador, não ultrapassou R$ 25 mil.

Marquinho Viana também confirmou a falta de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), relatando uma cobrança de R$ 60 mil para participar da propaganda eleitoral. Segundo ele, em cinco disputas que enfrentou, nunca recebeu apoio financeiro do partido.

Ivanilson Gomes, presidente estadual do PV, explicou que a distribuição dos recursos priorizou candidaturas federais devido ao impacto no tempo de rádio e TV. Ele destacou que “Para a nacional, estadual não é prioridade, mas sim federal”.

A situação gerou controvérsia, com a única exceção sendo Fabíola Mansur, que recebeu fundos por estar incluída na cota de mulheres. No entanto, dados do TSE não registravam repasses para candidatos estaduais do PV até o momento.

A divergência surge enquanto os candidatos ainda têm prazo para apresentar a prestação de contas final, segundo o calendário do TSE. A ausência de registros de repasses precisa ser analisada dentro desse contexto. A falta de apoio do Fundo Partidário não exclui a possibilidade de outras fontes de financiamento, como o FEFC, mas Roberto Carlos e Marquinho Viana afirmaram não ter recebido tais recursos.

Fonte: Bahia Notícias – Principal

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