O grupo político liderado por Ronaldo Carletto, presidente do Avante na Bahia, considera uma migração para o Podemos, mas essa decisão está intimamente ligada ao futuro da federação que o Avante está tentando formar com PRD e Solidariedade. A Justiça Eleitoral precisa aprovar que essa federação supera a cláusula de barreira para que o grupo permaneça no Avante; caso contrário, a mudança para o Podemos já está em negociação.
Conversas estão em andamento entre Carletto e a deputada federal Renata Abreu, presidente nacional do Podemos. A possível troca de partido incluiria parlamentares do grupo, como Elmo Vaz e Neto Carletto, que são dois dos três deputados federais eleitos pelo Avante na Bahia.
O Avante e a Federação Renovação Solidária, composta por PRD e Solidariedade, não atingiram individualmente o desempenho exigido pela cláusula de barreira nas últimas eleições. Essa regra é crucial para o acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita. Uma aliança estratégica foi firmada pelo Avante para somar votos e alcançar o desempenho necessário.
A Procuradoria-Geral Eleitoral emitiu parecer favorável à soma dos votos das legendas para o cálculo da cláusula de barreira, mesmo que o Avante tenha participado das eleições de forma independente. Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, vice-procurador-geral Eleitoral, destacou que “não há veto” à utilização dos resultados conjuntos para esse cálculo, mas que os votos não podem ser somados para distribuição de cadeiras.
Duas possibilidades se desenham: se o TSE reconhecer a federação e a cláusula de barreira for superada, o Avante manterá acesso aos recursos e ao tempo de TV, incentivando o grupo de Carletto a permanecer. Caso contrário, a migração para o Podemos, partido que elegeu 27 deputados federais e garantiu acesso ao fundo partidário e tempo de propaganda, será a provável escolha.
Fonte: Bahia Notícias – Principal







