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Plenário do Senado: PL lança candidato à presidência em 2027

PL decide apoiar Rogério Marinho para liderar o Senado, mesmo com articulações de Alcolumbre

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Presidência do Senado: PL deve ter candidato próprio, mesmo com aproximação de Alcolumbre

O Partido Liberal (PL) planeja confirmar Rogério Marinho como seu candidato à presidência do Senado na próxima quarta-feira, mesmo com as movimentações políticas de Davi Alcolumbre, atual presidente do Senado. A eleição, marcada para fevereiro de 2027, já está gerando intensas articulações em Brasília.

A partir de outubro, o PL terá a maior bancada do Senado, com 28 senadores, fortalecendo sua posição política. Alcolumbre, por sua vez, busca reeleição e está tentando conquistar votos de senadores de partidos de oposição, como PL, PP e Republicanos, para garantir sua permanência no cargo, já que a eleição à presidência do Senado exige maioria absoluta, ou 41 votos dos 80 possíveis.

Recentemente, Alcolumbre discutiu a possibilidade de anistiar condenados do 8 de janeiro, incluindo Jair Bolsonaro, o que poderia angariar apoio da oposição e aliviar pressões por impeachment de ministros do STF. Atualmente, há 190 presos relacionados ao caso, 70 em prisão domiciliar. Em abril, o Congresso aprovou uma proposta de redução de penas, a ser avaliada pelo STF.

Uma fonte do PL afirmou que a ideia de anistia poderia beneficiar tanto os condenados quanto o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, evitando uma apuração sobre sua conduta. Internamente, há debate sobre o desgaste de lançar Marinho como candidato próprio, tendo em vista o risco de não conseguir liderar comissões importantes, como ocorreu em 2023 com a derrota de Marinho para Rodrigo Pacheco.

Apesar das tentativas de acordo com Alcolumbre, o PL, majoritariamente, optou por lançar Marinho em campanha. Carlos Jordy, senador eleito pelo PL-RJ, destacou que “a candidatura com mais força e votos hoje é a de Rogério Marinho”. Tereza Cristina, do PP-MS, também deseja concorrer, afirmando: “Eu mantenho meu desejo de concorrer, de ser a primeira mulher presidente do Senado. Temos 90 dias até a eleição. Tem muita água pra rolar”.

A candidatura de Marinho enfrenta desafios, após Flávio Bolsonaro, em carta, se autodeclarar “presidente eleito” e depois “líder do Brasil”, enfraquecendo sua posição. Senadores temem que Marinho não tenha autonomia na liderança do Senado. Alcolumbre, por outro lado, acredita ter votos suficientes para reeleição e espera dialogar com senadores da ala mais “radical” do bolsonarismo nas próximas semanas. Alguns governistas apoiam a anistia, enquanto partidos como o MDB se opõem à ideia.

Fonte: g1 Política

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