A defesa de Flávio Bolsonaro, senador pelo PL-RJ, apresentou recurso para anular a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a entrega de seus passaportes. A determinação, emitida no último domingo, também proíbe o contato entre Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, além de cancelar todos os passaportes brasileiros do senador, inclusive o diplomático.
Mesmo com a ordem em vigor, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil e chegou aos Estados Unidos na quarta-feira, junto com sua esposa e filhas. A família desembarcou em Miami, utilizando um voo particular. A decisão de Moraes é parte de uma investigação sobre lavagem de dinheiro, que também envolve Willer Tomaz. As suspeitas giram em torno de um suposto esquema ligado às empresas de Tomaz e casas de apostas, inicialmente investigado pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul. Com o envolvimento do nome de Flávio Bolsonaro, o caso foi transferido para o STF.
Além disso, o senador é alvo de outro inquérito que apura possíveis crimes no financiamento do filme “Dark Horse”, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A defesa de Bolsonaro solicitou que o caso seja retirado das mãos de Moraes e passado ao ministro André Mendonça. Os advogados argumentam que as acusações contra Tomaz e a lavagem de dinheiro já são investigadas na Operação Sem Desconto, sob relatoria de Mendonça, que apura fraudes no INSS.
Em relação a Moraes, a defesa de Flávio Bolsonaro quer que ele seja declarado impedido ou suspeito para conduzir a investigação. Os advogados citam possíveis vínculos entre a empresa Fraction 024, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o próprio Moraes. Em janeiro de 2025, Flávio Bolsonaro e Tomaz viajaram dos EUA ao Brasil em uma aeronave gerida pela Prime Aviation, ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, sob contrato com a Fraction 024. A mesma aeronave foi posteriormente utilizada por Moraes e sua esposa em agosto.
Fonte: g1 Política







