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PDT e MDB articulam bloco estratégico de sete deputados na AL-BA

Partidos buscam aumentar participação na Assembleia com bloco para 2027

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PDT e MDB negociam formação de bloco com sete deputados na Assembleia Legislativa

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) estão em fase avançada de negociação para formar um bloco parlamentar de sete deputados na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), efetivo a partir de fevereiro de 2027. O objetivo é expandir a influência das legendas na Casa, garantindo maior participação em cargos na Mesa Diretora e nas comissões permanentes.

Essa articulação foi confirmada por Luciano Pinheiro, deputado estadual eleito pelo PDT, e Lúcio Vieira Lima, presidente de honra do MDB na Bahia. O bloco uniria os cinco parlamentares eleitos pelo PDT com os dois do MDB para a próxima legislatura. Lúcio destacou a importância do acordo, afirmando que “na AL-BA, é sempre importante formar bloco porque aumenta os espaços”.

Para os partidos, a aliança seria vantajosa, já que ambos fazem parte da base do governo estadual, eliminando conflitos ideológicos ou de apoio em votações controversas. Luciano Pinheiro afirmou que as negociações estão focadas no MDB, visando uma bancada combinada de sete deputados. O PDT garantiu cadeiras para Luciano Pinheiro, Marcinho Oliveira, Neto Coelho, Cacau da Mata e Josafá Marinho, enquanto o MDB reelegeu Rogério Andrade e elegeu Carlinhos Sobral.

A criação do bloco busca fortalecer a posição das legendas, permitindo-lhes disputar espaços que seriam mais restritos individualmente. Com liderança própria, a bancada teria melhores condições para se envolver na distribuição de cargos e outras estruturas de funcionamento na AL-BA.

Negociações e desafios judiciais

Apesar das conversas adiantadas, o PDT enfrenta desafios relacionados à cláusula de desempenho, ou cláusula de barreira, que não foi atingida nas eleições de 2026. Questões judiciais sobre a formação de federações partidárias pós-eleição ainda estão pendentes e podem afetar a organização das bancadas e a permanência dos deputados.

Caso o partido não contorne os efeitos da cláusula, os parlamentares poderiam mudar de sigla sem perder os mandatos, influenciando as opções em pauta. Nos bastidores, o bloco com o MDB é visto como uma solução para manter a articulação política e aumentar a força dos partidos na Assembleia, enquanto a possibilidade de uma federação ainda depende de decisões judiciais.

Fonte: Bahia Notícias – Principal

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