O advogado Nelson Wilians Fratoni Rodrigues registrou um boletim de ocorrência na última segunda-feira (2) após ser alvo de ameaças de morte e extorsão via Instagram, além de uma tentativa de invasão em sua casa no bairro de Pinheiros, em São Paulo. O caso, que inclui atos de vandalismo, foi registrado no 78º Distrito Policial, nos Jardins.
Wilians, que está sob investigação por suspeitas de fraudes financeiras, relatou à polícia que recebeu mensagens ofensivas e ameaçadoras nos dias 11 e 19 de outubro. O suposto autor das ameaças ainda teria exigido transferências de dinheiro por Pix, fornecendo uma chave vinculada ao próprio CPF.
No boletim, Wilians apresentou capturas de tela das conversas e informações do perfil utilizado nas ameaças. Ele afirmou desconhecer o suspeito e não ter qualquer ligação com ele. Durante a madrugada, o suspeito teria se dirigido à residência do advogado, tentando entrar à força, chutando o portão e arremessando um objeto semelhante a um iPad.
A ação foi interrompida pela intervenção de terceiros e pela segurança de uma casa próxima. A Polícia Militar foi chamada ao local. O boletim de ocorrência inclui acusações de ameaça, extorsão, injúria e tentativa de violação de domicílio. A polícia solicita imagens de câmeras de segurança para aprofundar a investigação.
O caso, registrado sem prisão em flagrante, está sob análise da Polícia Civil, que investigará as mensagens e imagens para esclarecer os eventos e possíveis crimes. Wilians manifestou interesse em prosseguir com a representação criminal pelo crime de ameaça.
Investigações em andamento Nelson Wilians é investigado em três casos distintos, todos envolvendo suspeitas de irregularidades financeiras. Em 2025, ele foi alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investigou fraudes contra o INSS e outros crimes. Durante a operação, a PF apreendeu carros de luxo e obras de arte em sua residência. Wilians nega qualquer envolvimento.
Ele também é citado na Operação Distrato, que apura um esquema de créditos fraudulentos de ICMS, com prejuízo estimado em R$ 3,8 bilhões. Wilians atribui as operações a um escritório parceiro e nega participação.
A terceira investigação, a Operação Arena, envolve suspeitas de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal no setor de apostas esportivas. O advogado também nega as acusações.
As investigações continuam, e até o momento, Wilians não foi condenado em nenhum dos casos.
Fonte: Bahia Notícias – Principal







