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Santarém declara emergência ambiental e proíbe queima de fogo por 180 dias

Decisão visa combater a poluição do ar, que atingiu níveis críticos e afetou a saúde da população.

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Santarém decreta emergência e proíbe uso de fogo por 180 dias após qualidade do ar atingir nível crítico

Em resposta a uma grave crise de poluição do ar, a Prefeitura de Santarém, localizada no oeste do Pará, instituiu um estado de emergência ambiental por um período de 180 dias. A medida, assinada pelo prefeito José Maria Tapajós, proíbe completamente o uso do fogo no município, incluindo atividades de limpeza e manejo de áreas.

Impactos da poluição na saúde pública

A decisão foi tomada após a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) classificar a qualidade do ar da cidade como “muito ruim”. Dados recentes indicam um aumento considerável na demanda por atendimentos médicos na rede pública, com muitos pacientes apresentando complicações respiratórias relacionadas à poluição. A prefeitura atribui o agravamento da situação à combinação de seca severa e altas temperaturas, que contribuiram para a rápida propagação das chamas.

Consequências da proibição

Com a nova regulamentação, aqueles que forem pegos queimando vegetação ou lixo enfrentarão penalidades administrativas, cíveis e criminais. Apenas quatro exceções são permitidas, desde que autorizadas pelo órgão ambiental: queimas controladas para prevenção promovidas por órgãos públicos, práticas agrícolas de subsistência de comunidades tradicionais e indígenas, controle fitossanitário e atividades de pesquisa científica.

Incêndio em área urbana

A gravidade da situação se tornou ainda mais evidente na noite da última quarta-feira (28), quando um incêndio de grandes proporções atingiu a vegetação no ramal do Mutunuy, colocando em risco residências e estabelecimentos comerciais. O Corpo de Bombeiros foi mobilizado e trabalhou intensamente para controlar as chamas, que, felizmente, não atingiram casas habitadas e não resultaram em feridos.

Melhora temporária na qualidade do ar

Na manhã seguinte, o monitoramento da qualidade do ar pela plataforma FioAres (Fiotec) registrou uma leve melhora, com o Índice de Qualidade do Ar (IQAr) em 56 microgramas por metro cúbico, classificado como “moderada”. Apesar desse alívio temporário, as autoridades de saúde continuam a alertar que grupos mais vulneráveis — como crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas — devem evitar atividades físicas intensas ao ar livre e manter uma hidratação adequada.

A situação em Santarém destaca a importância de medidas rigorosas para proteger a saúde da população e melhorar a qualidade do ar, especialmente em tempos de seca e calor extremo.

Fonte: g1 Brasil

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