Nesta quinta-feira (29), um grupo significativo de servidores municipais de Poços de Caldas, em Minas Gerais, se reuniu em frente ao Centro Administrativo para reivindicar o pagamento do saldo remanescente do vale-alimentação. Muitos trabalhadores relataram que possuem valores disponíveis em seus cartões, mas não conseguem utilizá-los nos estabelecimentos locais.
Paralisação dos repasses traz preocupações
Os servidores afirmam que, desde o início do mês passado, a empresa encarregada do cartão do vale-alimentação interrompeu os repasses aos supermercados e outros locais que aceitam o benefício. Inicialmente, a prefeitura comunicou que havia efetuado todos os depósitos necessários para a empresa responsável, mas a situação se complicou quando, dias depois, o município apenas pagou R$ 425 para os servidores que ainda contavam com saldo nos cartões. Até o momento, a administração municipal não forneceu informações sobre quando os valores restantes serão quitados.
Protesto e reivindicações
O presidente do Sindserv Poços de Caldas, Clayton Gonçalves, expressou a insatisfação dos trabalhadores, ressaltando a falta de um cronograma claro para o pagamento. “O município não apresentou para nós um cronograma de pagamento, não tem uma posição clara de quando vai fazer o pagamento dos servidores”, afirmou. Durante a manifestação, representantes do sindicato e servidores foram recebidos por membros da prefeitura, que solicitaram um prazo adicional de 15 dias para apresentar uma proposta sobre os pagamentos.
Expectativa de solução e descontentamento
O procurador do município, Thiago Arantes, afirmou que a prefeitura se comprometeu a fornecer uma atualização sobre a possível restituição do saldo remanescente. Contudo, sem uma previsão concreta para a regularização dos pagamentos, a insatisfação dos servidores se fez evidente durante o protesto. Uma servidora mencionou: “Eu trabalho todos os dias, eu tenho a obrigação de estar lá, eles têm a obrigação de me pagar, não é que a gente que está pedindo favor”.
Próximos passos do movimento
O sindicato planeja convocar uma nova assembleia para discutir os próximos passos com os servidores, uma vez que ainda não há prazo definido para os pagamentos. Clayton Gonçalves levantou questionamentos sobre a situação financeira do município: “Se não tem condições de pagar R$ 2 milhões… qual que é a dificuldade de uma receita de 100 milhões por mês, dentro dos próximos 45 dias, não conseguir repor 2 milhões? É uma conta que não bate”.
A manifestação reflete a crescente preocupação entre os servidores e a necessidade urgente de uma solução para a questão do vale-alimentação.
Fonte: g1 Brasil







