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Mulher é arrastada por carro de ex em Feira de Santana

Caso aconteceu após desentendimento sobre entrega da filha no bairro Limoeiro

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Mulher relata ter sido arrastada por carro de ex-companheiro após briga em Feira de Santana

Uma mulher de 32 anos afirma ter sido agredida e arrastada por cerca de 50 metros pelo ex-companheiro em Feira de Santana, na Bahia. O incidente ocorreu no último domingo (25), na praça do bairro Limoeiro. Beatriz Santos Pereira, a vítima, sofreu ferimentos em diversas partes do corpo, necessitando de internação hospitalar. Atualmente, ela enfrenta dificuldades para cuidar de sua filha, de 1 ano e 8 meses. Após o ocorrido, Beatriz registrou boletim de ocorrência, mas a polícia ainda não se pronunciou sobre a localização do suspeito ou o andamento da investigação.

Beatriz relatou que estava no local para buscar a filha, que passou o dia com o pai, conforme combinado. O ex-companheiro, no entanto, antecipou a entrega da criança, alegando estar em uma festa de aniversário. Ela interrompeu seu trabalho de faxina e foi até a praça utilizando um carro de aplicativo. Chegando lá, encontrou o ex-companheiro acompanhado da atual namorada, o que gerou um desentendimento. “Eu vi uma mulher com minha filha no colo. Olhei para ela e perguntei: ‘Boa noite, você é a atual do pai da minha filha?’. Ele já começou a me empurrar, e ela ironicamente respondeu que sim”, afirmou Beatriz.

Após a troca de ofensas e agressões entre Beatriz e a namorada do ex, ele também a agrediu. Na tentativa de partir com o carro, o ex-companheiro teria segurado Beatriz pelo braço, arrastando-a com o veículo. Beatriz conseguiu deixar a filha na avenida antes de ser arremessada, perdendo a consciência ao bater a cabeça no chão. Ela também relatou que o carro passou sobre suas pernas. Socorrida pelo Samu, foi levada ao Hospital Geral Clériston Andrade, onde passou por exames que identificaram lesões musculares.

O relacionamento de Beatriz com o ex-companheiro foi marcado por violência, incluindo agressões físicas, psicológicas e patrimoniais. Ela contou que já teve seus pertences queimados e chegou a conseguir uma medida protetiva em São Paulo, que perdeu a validade. Atualmente, aguarda nova medida protetiva, mas ainda não se sente segura. “Estou viva porque Deus permitiu e vou fazer jus ao que me aconteceu. Quantas mulheres hoje estão engavetadas porque não tiveram a chance que eu tive? Peço encarecidamente: não o deixem solto. Aconteceu comigo, amanhã pode ser outra. E será que vai sobreviver?”, desabafou Beatriz.

O caso de Beatriz destaca a urgência em combater a violência contra a mulher e a importância de medidas de proteção eficazes. Em Feira de Santana, outras operações policiais buscam combater casos similares, mas a sensação de insegurança persiste entre muitas vítimas.

Fonte: g1 Bahia

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