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Bahia destaca-se com 17 cientistas entre os mais influentes

Ranking internacional reconhece a influência de pesquisadores baianos em diversas áreas científicas

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Bahia possui 17 cientistas na lista internacional cientistas mais influentes do mundo; confira nomes

A Bahia mantém sua presença no ranking global de cientistas influentes, segundo análise da Elsevier/Scopus em colaboração com a Universidade Stanford. No total, 19 pesquisadores ligados a instituições baianas foram reconhecidos. Destes, 17 atuam em universidades do estado, enquanto dois estão associados à Unilab e à Univasf, reforçando a diversidade acadêmica da região.

O estudo, conduzido por John Ioannidis e sua equipe, foi divulgado na revista PLOS Biology e abrange várias áreas do conhecimento, destacando a importância das universidades públicas. Entre os cientistas baianos listados estão Dr. Marcos Pereira, especialista em nutrição na Ufba, e Dr. Matheus Melo Pithon, da área de odontologia na Uesb. A lista completa reflete a riqueza de talentos na região.

A presença feminina na lista, no entanto, ainda é limitada, com apenas duas mulheres incluídas. Para a química Luiza Mercante, essa realidade não deve inibir a busca por excelência. “Infelizmente, ainda existem desafios para as mulheres na ciência”, relata. A bióloga Milena Soares destaca avanços, especialmente nas áreas de saúde, e a busca por equidade nas instituições científicas.

A inclusão desses cientistas no ranking sublinha a relevância da ciência produzida no Nordeste, com destaque para a Ufba, Uneb, e Senai Cimatec. O estudo considera o impacto dos pesquisadores, classificando-os entre os 2% mais influentes em suas subáreas, abrangendo 20 áreas do conhecimento e 174 subdisciplinas.

No contexto nacional, Rajender S. Varma e Martinus Theodorus van Genuchten são outros nomes destacados. A trajetória de cientistas como Eraldo Costa e Franklin Riet-Correa também evidencia desafios enfrentados por pesquisadores no Nordeste, como a falta de recursos e infraestrutura adequada.

Apesar de dificuldades regionais, a ciência baiana avança com parcerias e esforços para superar barreiras históricas, conforme ressaltado por Milena Soares. “É importante uma retomada dos investimentos do estado em ciência e tecnologia”, diz ela.

O levantamento se diferencia ao priorizar o impacto das citações científicas, usando o índice c. Isso oferece uma visão do alcance internacional da pesquisa brasileira, destacando a contribuição das instituições de ensino do país para o avanço científico global. As métricas baseiam-se em dados da Scopus até agosto de 2026, refletindo o reconhecimento internacional dos pesquisadores brasileiros.

O portal permanece aberto a manifestações dos cientistas e instituições mencionadas, reafirmando o compromisso com a divulgação responsável de informações científicas.

Fonte: Bahia Notícias- Saúde

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