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Copom mantém Selic em 13,75% e sinaliza pausa longa, diz analista

Economista da Journey Capital analisa cenário desafiador e postura do Banco Central

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Comunicado do Copom combina tom mais duro e sinais de pausa longa, diz Journey Capital

Em recente reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 13,75%, apresentando uma postura mais rígida em relação ao comunicado de setembro. Essa avaliação é do economista da Journey Capital, Bruno Fratelli, que observou que o Banco Central adota cautela diante de um cenário complexo para a política monetária brasileira.

Fratelli destaca que o comunicado do Copom aborda um cenário externo complicado, com o prolongamento dos conflitos no Oriente Médio e taxas de juros elevadas em economias desenvolvidas. No cenário nacional, a inflação supera o teto da meta, tanto no índice geral quanto nos núcleos, e as expectativas do boletim Focus para 2026 e 2027 se distanciam da meta estabelecida.

O Banco Central elevou sua projeção de inflação para o horizonte relevante para 3,5%, um movimento que Fratelli afirma já ser antecipado pelo mercado. Entre as nuances do comunicado, o economista sublinha o destaque dado à desaceleração econômica, um fenômeno já perceptível no mercado de trabalho. A Selic é considerada bastante restritiva.

A Journey Capital acredita que essa postura do Copom sugere uma pausa prolongada nos cortes de juros, definindo um patamar elevado para qualquer potencial aumento da Selic. A previsão principal da instituição é de manutenção da taxa em 13,75%, embora com riscos crescentes de elevação comparado ao mês anterior.

Fratelli adverte que uma alta na Selic poderá ser necessária caso o cenário se torne mais desfavorável, com uma possível depreciação cambial ou novas desancoragens nas expectativas para 2027 e 2028. A trajetória fiscal e os sinais do governo serão cruciais. Para que os cortes de juros sejam retomados, uma desaceleração econômica mais acentuada e uma política fiscal convincente são essenciais. Até que novos dados sejam disponibilizados, o Banco Central deve continuar com sua estratégia de observação antes de qualquer alteração na taxa básica.

Fonte: Canal Rural

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