A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensifica seus esforços para modificar a medida provisória (MP) que trata da renegociação de dívidas rurais. O grupo pretende garantir a aprovação das alterações antes de 12 de novembro, quando a validade da MP expira, para não deixar os produtores desamparados.
Nos próximos dias, membros da FPA planejam encontros com o ministro da Fazenda, Darario Durrigan, e com o senador Renan Calheiros, que preside a comissão mista responsável pela análise da proposta. Esses encontros visam discutir alterações no texto da MP que possam ampliar seu alcance e efetividade.
Entre as prioridades destacadas pela FPA estão a ampliação do alcance do programa de renegociação, o uso otimizado de garantias e a proposta de redução dos juros nas linhas de crédito. Os parlamentares ressaltam que a atual MP cobre apenas 14% da demanda existente, destacando a urgência de uma resposta mais robusta frente ao endividamento dos produtores, principalmente aqueles afetados por perdas de safra.
Pedro Lupion, membro influente da FPA, alertou que não há tempo suficiente para a tramitação do projeto de lei 5122 de 2023, que prevê uma renegociação mais abrangente de dívidas. “O governo se opõe à proposta”, mencionou Lupion, reforçando a necessidade de focar na MP. Enquanto isso, deputados e senadores estão empenhados em garantir sua aprovação, considerada vital para a segurança jurídica dos agricultores.
O cenário político exige rapidez e consenso, uma vez que a não aprovação da MP resultaria em incertezas para o setor agropecuário, que tem papel crucial na economia nacional. A FPA continua a trabalhar para assegurar que os produtores rurais recebam o apoio necessário para superar os desafios financeiros atuais.
Fonte: Canal Rural







