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Lula busca plano fiscal para 2027 com dívida em alta histórica

Ministro da Fazenda apresentará medidas após viagem de Lula à Ásia

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Governo Lula discute pacote fiscal para 2027 em meio a dívida alta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início a uma série de reuniões para definir a política fiscal do governo para 2027. O Brasil enfrenta uma pressão crescente para estabelecer um plano que contenha o aumento da dívida pública, que atingiu R$ 11,1 trilhões em setembro, equivalendo a 83% do PIB, o nível mais elevado desde março de 2021.

Após a reunião inicial, o ministro da Fazenda, Daril Durigan, declarou que um conjunto de medidas será apresentado a Lula, mas isso ocorrerá apenas após o dia 16 de novembro. O adiamento se deve aos compromissos internacionais do presidente na Turquia e nas Filipinas. Durigan reforçou o compromisso do governo em manter a estabilidade fiscal e melhorar as contas públicas.

Entre as prioridades do governo, destacam-se as promessas de campanha, que incluem o reajuste do Bolsa Família, com impacto de R$ 22,7 bilhões, e o programa Desenrola 3.0, que demanda R$ 3 bilhões. Outras iniciativas são o “Pé de meia universitário”, com custo de R$ 4,6 bilhões, e o “Pics para microempresas”, que requer R$ 1,25 bilhão. Há também a proibição das betes, que pode reduzir a receita em R$ 5,15 bilhões.

Desde o início do governo Lula, a dívida pública subiu de 72% para 82% do PIB, um aumento de 10 pontos percentuais. Especialistas alertam que, sem uma arrecadação adequada, será desafiador cumprir as obrigações fiscais em 2027, o que pode resultar em gastos que superem a arrecadação.

Durigan enfatizou que o ajuste fiscal precisa incluir uma gestão eficaz das expectativas do mercado financeiro. Ele destacou a importância de um acordo para estabilizar a taxa de juros, que atualmente impacta a dívida pública de forma significativa. O governo busca conciliar o cumprimento das metas fiscais com a continuidade dos projetos sociais, visando ao equilíbrio econômico e social.

Fonte: Canal Rural

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