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Universidade no Paraná investiga ataques a bolsistas e mensagens nazistas

Estudantes denunciam ofensas e discriminação em grupo de WhatsApp após eleições.

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Alunos de universidade do Paraná denunciam ataques a bolsistas e mensagens de cunho nazista em conversas online após eleições

Alunos de uma universidade particular em Maringá, no estado do Paraná, apresentaram uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) sobre mensagens de teor nazista e ataques direcionados a estudantes bolsistas. As ofensas ocorreram em um grupo de WhatsApp, logo após a divulgação dos resultados das eleições presidenciais no último domingo (25).

A situação alarmante entre os estudantes

Os estudantes de medicina relataram que mensagens depreciativas foram enviadas, atacando colegas que ingressaram na instituição por meio de programas sociais, como o Programa Universidade para Todos (ProUni). Um dos comentários comparou a “superioridade” dos pagantes de mensalidade àqueles que conquistaram suas vagas por mérito acadêmico. Um aluno chegou a afirmar: “Quem paga trabalhou e tem 15 mil [reais] por mês para pagar >>>>>>> Quem passou numa provinha”.

Reações e críticas ao preconceito

A troca de mensagens não se limitou a ofensas verbais; imagens e símbolos associados ao nazismo também foram compartilhados. Uma estudante, ao criticar essas atitudes, enfatizou que a formação acadêmica é igual para todos, independentemente da modalidade de ingresso: “Virou bonito ofender quem não tem dinheiro para pagar toda a mensalidade como vocês? Todo mundo aqui vai sair com CRM [registro profissional de medicina]”.

Clima de hostilidade na universidade

Um aluno que preferiu não se identificar comentou que, após a repercussão do caso, tanto os ofensores quanto os alvos das mensagens não estão frequentando a instituição. Ele descreveu a atmosfera acadêmica como “um clima hostil, que vai muito além de divergências políticas”. Segundo ele, o contexto eleitoral serviu apenas como um pretexto para expressar um ressentimento direcionado às classes mais desfavorecidas.

Posicionamento da universidade e do CRM

A UniCesumar, onde os alunos estudam, esclareceu que os grupos em questão não são canais oficiais da instituição e que uma sindicância foi aberta para investigar os acontecimentos e tomar as devidas providências. O Conselho Regional de Medicina (CRM) também manifestou que tomará as medidas cabíveis e acompanhará o desdobramento do caso.

A universidade enfatizou em nota que repudia qualquer forma de discriminação e preconceito, reafirmando seu compromisso com a ética e os valores que orientam a formação de seus estudantes. O CRM, por sua vez, ressaltou que atitudes discriminatórias vão contra os princípios do Código de Ética do Estudante de Medicina, que exige respeito à saúde e dignidade de todos.

A situação levantou um importante debate sobre a necessidade de respeito e inclusão na comunidade acadêmica, em um momento em que a sociedade ainda enfrenta os ecos de preconceitos históricos.

Fonte: g1 Brasil

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