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Polícia Civil desmantela rede de tráfico de armas na Bahia

Operação Circuito Fechado também investiga lavagem de dinheiro e crimes patrimoniais

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Operação prende 8 pessoas e apreende 82 armas em cidades da Bahia; Justiça autorizou bloqueio de até R$ 6,2 milhões

Uma operação da Polícia Civil realizada na última quinta-feira (5) resultou na prisão de oito indivíduos e na apreensão de 82 armas de fogo em várias cidades da Bahia. A ação, denominada Operação Circuito Fechado, visa desmantelar um esquema de comércio ilegal de armas e munições que abastece duas organizações criminosas rivais. Entre os detidos, estão dois policiais militares, um na ativa e outro na reserva. Além disso, a operação investiga possíveis casos de lavagem de dinheiro, participação em organizações criminosas e crimes contra o patrimônio. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 6,2 milhões em ativos financeiros de seis suspeitos e suas respectivas empresas, além de impor restrições a veículos e imóveis relacionados aos investigados.

A maior parte do armamento foi encontrada em Nazaré, no Recôncavo Baiano, onde um suspeito, proprietário de um estabelecimento de venda de armas, foi preso. No local, foram descobertas 74 pistolas e revólveres, além de oito armas longas. Junto com as armas, a polícia apreendeu R$ 22.362 em dinheiro, um carro, uma motocicleta, dez celulares, um tablet e porções de cocaína.

A operação, que tinha como alvo 27 pessoas, cumpriu 29 mandados de busca e apreensão em Valença, Salvador, Nazaré, Santa Bárbara, Taperoá, Santo Antônio de Jesus e Gandu. Dentre os investigados, 14 tinham mandados de prisão preventiva, enquanto 13 foram alvos de outras medidas judiciais. Quatro suspeitos ainda não foram localizados.

A investigação começou após a prisão em flagrante de um homem em Valença, em dezembro de 2023, que transportava 270 munições de diversos calibres. A partir daí, os investigadores conseguiram identificar possíveis fornecedores, intermediários e transportadores do material bélico destinado a grupos criminosos rivais. Além do tráfico de armas, o grupo é suspeito de envolvimento em furtos, falsificação de documentos e fraudes imobiliárias, incluindo a invasão e tentativa de apropriação de imóveis em Valença por meio de documentos falsos. Há também suspeitas de que agentes de segurança tenham usado informações privilegiadas e veículos oficiais para facilitar as atividades criminosas.

Com o avanço das investigações, a polícia busca agora localizar os quatro suspeitos ainda foragidos e aprofundar a análise dos dados financeiros e documentos apreendidos para desmantelar totalmente a rede criminosa.

Fonte: g1 Bahia — Polícia

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