Nesta quinta-feira, em São Paulo, três indivíduos foram detidos sob suspeita de estarem envolvidos na comercialização de medicamentos falsificados destinados ao tratamento de câncer. A investigação revelou que uma dose do medicamento adulterado chegou a ser administrada em um paciente. Esta ação é parte da segunda fase da Operação Laziosi, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil, também focada em apurar possíveis casos de lavagem de dinheiro.
As ordens de prisão preventiva foram executadas em Araraquara e na capital paulista. Entre os presos estão Nalva Braz do Nascimento, identificada como a responsável pela distribuidora Nacionalfarma; Petter Gabriel Cavalcante Chagas, apontado por manter contato com hospitais; e Sharlene Chaves Barbosa, suspeita de gerenciar transações financeiras através de empresas ligadas ao esquema.
A operação abrangeu 18 mandados de busca e apreensão em várias cidades do interior paulista e na capital. A Justiça ordenou o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens dos investigados e a interrupção das atividades de sete empresas envolvidas.
Mesmo após a primeira fase da operação, ocorrida em novembro de 2024, a Nacionalfarma continuou suas atividades. Em março, a Vigilância Sanitária de Araraquara relatou dificuldades em fiscalizar a empresa, e uma inspeção realizada em outubro confirmou que a distribuidora permanecia operante.
As investigações seguem para identificar se há mais envolvidos no esquema e para garantir que os responsáveis sejam devidamente punidos, protegendo assim a saúde pública de práticas fraudulentas.
Fonte: Bahia Notícias- Saúde







