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BrasilAgro reverte prejuízo e lucra R$ 81,3 mi no 1º trimestre

Venda de fazenda na Bahia e valorização de ativos impulsionam resultado

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BrasilAgro lucra R$ 81,3 milhões no 1º trimestre de 2026/27

No primeiro trimestre do ano-safra 2026/27, a BrasilAgro alcançou um lucro líquido de R$ 81,3 milhões, contrastando com o prejuízo de R$ 64,3 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. Este desempenho positivo foi impulsionado pela venda de uma parte da Fazenda Rio do Meio, localizada em Correntina, Bahia, e pela valorização de parcelas a receber de compradores de propriedades rurais. Apesar disso, as margens de soja e milho apresentaram queda.

A receita líquida totalizou R$ 351,7 milhões, representando um aumento de 16%. O Ebitda ajustado operacional, sem considerar a venda de fazendas, recuou 32%, atingindo R$ 43,8 milhões, enquanto o Ebitda ajustado total subiu 47%, chegando a R$ 94,6 milhões. A venda de 2.593 hectares da Fazenda Rio do Meio resultou em um ganho de R$ 50,8 milhões. André Guillaumon, CEO da BrasilAgro, destacou que a falta de vendas significativas no ano anterior influenciou negativamente o balanço. Ele também ressaltou a importância da diversificação geográfica para mitigar riscos climáticos e facilitar a negociação de propriedades.

A receita líquida operacional, excluindo a venda de fazendas, caiu 1%, totalizando R$ 300,9 milhões. A companhia explicou que dois terços da redução no Ebitda ajustado operacional foram devido a mudanças no resultado com derivativos, que passaram de um ganho de R$ 9,6 milhões para uma perda de R$ 3,4 milhões. Outras despesas operacionais aumentaram, e as margens de soja e milho contribuíram menos para os resultados.

No segmento de soja, a receita caiu 7%, chegando a R$ 112,1 milhões, com uma redução de 13% no volume faturado. O preço médio subiu 7%, mas o custo por tonelada avançou 13%, diminuindo a margem bruta de 30% para 27%. No milho, a receita aumentou de R$ 19,5 milhões para R$ 55,2 milhões, com o volume faturado quase triplicando, embora a margem bruta tenha caído de 20% para 2%. A empresa informou que cerca de 45% do volume vendido foi impactado por custos elevados de colheita devido a perdas causadas por ataques de porcos.

A receita de cana-de-açúcar atingiu R$ 116,3 milhões, uma queda de 10%, enquanto a margem bruta subiu de 14% para 17%. No algodão em pluma, a receita caiu 50%, para R$ 8,3 milhões, e a margem ficou negativa em 2%, comparada à margem negativa de 16% do ano anterior.

O resultado financeiro passou de um negativo de R$ 40,1 milhões para um positivo de R$ 37,6 milhões, com um ganho de R$ 60,9 milhões na reavaliação de valores a receber ligados à soja. A dívida líquida ajustada diminuiu 51% em relação a junho, totalizando R$ 136,3 milhões, equivalente a 1,05 vez o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses. Em setembro, a empresa tinha R$ 626,2 milhões a receber por vendas de propriedades e anunciou o pagamento de R$ 30 milhões em dividendos, equivalente a R$ 0,3012 por ação, a partir de 16 de novembro.

Fonte: Canal Rural

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