O Partido Verde (PV) está empenhado em garantir uma indicação própria para o secretariado do segundo mandato do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que se inicia em 2027. A reivindicação ocorre após a permanência de Maurício Bacelar na Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA), uma situação que, segundo o partido, não representa uma verdadeira escolha partidária devido à sua filiação tardia ao PV.
Apesar de Bacelar ter liderado a Setur desde 2021, inicialmente sob o governo de Rui Costa (PT) e antes de sua filiação ao PV em 2023, a legenda acredita que ainda não teve a oportunidade de indicar um secretário genuinamente escolhido por ela. Nos bastidores, a situação é vista como um ‘casamento arranjado’, já que Bacelar foi mantido no cargo por Jerônimo mesmo após a troca de partido.
O PV almeja ser reconhecido por sua lealdade à coligação política liderada por Jerônimo. Um exemplo dessa lealdade foi o veto à candidatura de André Fraga a deputado estadual, uma decisão tomada em conjunto com PT e PCdoB, que compõem a federação com o PV. Com base nesse histórico, o partido deseja comandar uma secretaria entre 2027 e 2030.
Fontes próximas ao PT indicam que a composição do novo secretariado ainda está em discussão. Durante o primeiro mandato de Jerônimo, oito partidos participaram da gestão através de indicações para cargos de secretário.
A possível reorganização no governo também pode impactar a família Bacelar. O irmão de Maurício, Bacelar (PV), não conseguiu a reeleição como deputado federal, mas está na posição de primeiro suplente da federação. Sua ascensão à Câmara dos Deputados depende da nomeação de um dos deputados do grupo para um cargo de secretário, seja por escolha do PV ou do PT. Nos bastidores, o deputado federal Afonso Florence (PT) é frequentemente mencionado como possível retorno à Casa Civil.
Jerônimo Rodrigues garantiu sua reeleição no primeiro turno das eleições, realizadas em 4 de outubro, obtendo 55,80% dos votos válidos.
Fonte: Bahia Notícias – Principal







