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Democratas conquistam maioria no Congresso americano

Vitória dos democratas nos EUA é celebrada por políticos brasileiros ligados ao governo Lula

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Eleições nos EUA: políticos brasileiros repercutem resultado que deu aos democratas maioria no Congresso

Lideranças políticas brasileiras, principalmente aquelas próximas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, reagiram nesta quarta-feira (4) ao resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. A votação, ocorrida na terça-feira (3), assegurou ao Partido Democrata o comando tanto da Câmara dos Representantes quanto do Senado, representando um revés para o presidente republicano Donald Trump. Com essa nova configuração, os democratas terão a oportunidade de moldar a agenda legislativa em Washington nos próximos dois anos, complicando a administração republicana.

Embora o governo brasileiro não tenha emitido uma declaração oficial sobre o desfecho, diversos aliados do governo expressaram satisfação. José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais, declarou que as eleições americanas sinalizam uma “mudança de rumo” global. “Um verdadeiro tsunami americano varreu os EUA. Mudança de rumo no mundo que começou com a onda vermelha aqui no Brasil. Derrota de Trump é uma vitória do mundo democrático. Viva a Democracia”, escreveu em seu perfil na rede social X.

André Janones, deputado pela Rede-MG e coordenador da campanha de reeleição de Lula, acredita que a vitória democrata nos EUA reflete a influência do cenário político brasileiro. “A realidade é que a vitória do presidente Lula está inspirando o mundo inteiro. A gente tá mostrando pro mundo que, sim, nós podemos vencê-los de uma vez por todas”, afirmou.

O senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, ironizou a situação ao utilizar um bordão conservador: “Acontece no Brasil, acontece nos EUA. No final, quem interferiu fomos nós”, postou.

Lindbergh Farias, deputado do PT-RJ, usou a hashtag “TheBolsonarosEffect”, afirmando que o resultado nas urnas americanas foi um posicionamento contra grupos radicais. “Derrota acachapante de Trump mostra que os EUA e o mundo estão dispostos a impedir que a extrema-direita destrua o nosso futuro”, disse.

João Campos, presidente nacional do PSB, destacou que o resultado eleitoral foi uma resposta aos excessos do governo republicano. “Mais do que uma derrota de Trump, o resultado revela a formação de uma maioria diversa, que rejeita a política do confronto permanente e reafirma a força da democracia. Uma mensagem que ultrapassa as fronteiras americanas”, afirmou.

Duda Salabert, deputada do PDT-MG, salientou as conquistas de representatividade nas eleições americanas. “Trump perdeu o controle do Congresso nos EUA, e as eleições de meio de mandato foram marcadas por conquistas históricas”, comentou, citando marcos como a eleição da primeira mulher indígena para o Senado e a primeira governadora negra na Geórgia.

Em contraste, Renan Santos, líder do Partido Missão, criticou tanto o governo Trump quanto sua associação com o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Essa desgraça de direita retardada dos republicanos, que tem, nos Bolsonaro, sua filial, tomaram uma taca. Que acabem logo. Trump toca um governo essencialmente corrupto que traiu seus eleitores. Que surja algo novo no lugar”, escreveu em uma rede social.

O resultado das eleições americanas reverbera pelo mundo, sugerindo uma mudança na correlação de forças políticas e um alerta contra o avanço de políticas de extrema-direita.

Fonte: g1 Política

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