A madrugada de segunda-feira (2) foi marcada por um intenso temporal em Maringá, no Paraná, que impactou significativamente a rotina da cidade. As rajadas de vento, registradas pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), chegaram a 96,3 km/h, causando diversos danos e interrupções.
Na área da saúde, 14 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) enfrentaram problemas devido à falta de energia elétrica, água ou conexão telefônica. As UBSs Requião, Piatã, São Silvestre e a Unidade de Floriano foram algumas das afetadas, sem eletricidade e comunicação. Já a UBS Zona 06 teve dificuldades adicionais com abastecimento de água. Outras unidades, como Cidade Alta e Andréia, ficaram sem internet e telefone. Problemas estruturais também foram relatados na Residência Terapêutica Girassol e em várias outras UBSs.
As instituições de ensino também sofreram com o temporal. Escolas municipais, incluindo Odete Alcântara Rosa e Pioneira Mariana Viana Dias, suspenderam as aulas para avaliar os danos. Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), todas as atividades letivas e administrativas foram canceladas no câmpus sede.
A área industrial de Maringá não foi poupada. No Parque das Indústrias, barracões de fábricas tiveram suas estruturas destruídas. Imagens de drone mostram a extensão dos danos. Segundo análises preliminares do Simepar, a cidade pode ter enfrentado uma supercélula — um tipo de tempestade intensa e organizada.
Além disso, a prefeitura relatou 363 quedas de árvores, danos a 36 imóveis e sete postes, além de seis veículos. O quartel do Corpo de Bombeiros perdeu sua cobertura, resultando em estragos em arquivos e equipamentos.
As consequências do temporal ainda estão sendo avaliadas, e a cidade trabalha para retomar a normalidade o mais rápido possível.
Fonte: g1 Brasil







