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Chico Lobo lança ‘Recibo de violeiro’ e celebra a música rural brasileira

O novo álbum do violeiro homenageia suas raízes e mistura diversos gêneros musicais, incluindo rock e bossa nova.

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Chico Lobo dá 'Recibo de violeiro' em álbum que mapeia o Brasil rural com toadas, folia, batuque, moda e até rock

Chico Lobo, um dos maiores nomes da música de raiz brasileira, apresenta seu 36º álbum, intitulado “Recibo de violeiro”. Com lançamento marcado para 30 de outubro pela gravadora Kuarup, o disco promete uma viagem musical rica em tradições e inovações.

Uma fusão de ritmos e parcerias

O novo trabalho do artista mineiro reflete sua profunda conexão com a cultura interiorana e apresenta uma mistura de gêneros, como toadas, folias de reis, batuques e até uma interpretação de bossa nova na faixa “Seu olhar”, que conta com a participação da talentosa Leila Pinheiro. O álbum também traz colaborações de artistas renomados, como Fernanda Takai, Grupo Mutirão, Humberto Gessinger, Jane Duboc, John Ulhoa e Zeca Baleiro.

O papel de Chico Lobo na música brasileira

Baleiro, que divide a canção “Coração de sertãozinho” com o violeiro, descreve Chico como um “mapeador musical do Brasil”, ressaltando a diversidade de influências que ele incorpora em sua obra: “Chico Lobo é catira e rock, modão e reisado, blues e congada”. Sob a direção musical de Ricardo Gomes, o álbum inclui composições autorais que vão do samba rural à moda de viola, como “Cantar é um dom maior” e “Viola do tempo”, esta última uma parceria com o poeta gaúcho Carlos Di Jaguarão.

Temas e mensagens do álbum

As dez faixas do disco exploram uma variedade de temas, como amor e ecologia. A canção “A manteiga e o pão” destaca-se pela sua melodia romântica, enquanto “Na companhia de bichos” traz a folia de reis à tona. Em “Recibo de violeiro”, Chico Lobo se aventura no rock rural, em uma colaboração com Thales Martinez e Humberto Gessinger. Já “Águas do meu amor” aborda questões ecológicas em parceria com Jane Duboc.

Chico Lobo dedica “Recibo de violeiro” aos integrantes do Grupo Mutirão, com quem começou sua trajetória musical há 45 anos, demonstrando que suas raízes permanecem fundamentais em sua carreira. Este álbum não só celebra a música rural brasileira, mas também reafirma o compromisso do artista com suas origens e com a diversidade cultural do Brasil.

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