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Empresário Maurício Camisotti tem prisão preventiva convertida em domiciliar

Decisão do STF ocorre em meio a investigações sobre fraudes bilionárias no INSS

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Fraudes no INSS: Mendonça substitui prisão preventiva de empresário Maurício Camisotti por domiciliar

Nesta quinta-feira (5), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou a substituição da prisão preventiva do empresário Maurício Camisotti por prisão domiciliar. Camisotti é investigado por envolvimento em fraudes no INSS, ao lado de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, com quem foi preso pela Polícia Federal em setembro de 2025. A decisão, que é sigilosa, foi baseada no entendimento de que há um excesso de prazo na prisão preventiva do empresário e que os elementos que a justificaram não se mantêm. Camisotti deve ser liberado na sexta-feira (6) e cumprirá prisão domiciliar em São Paulo, conforme solicitado por sua defesa. O empresário é apontado como um dos líderes do esquema de fraudes investigado pela Operação Sem Desconto do INSS, e teria negociado um acordo de delação premiada com ajustes solicitados pela Procuradoria-Geral da República. A defesa de Camisotti, representada pelos advogados Daniel Bialski e Pierpaolo Bottini, declarou que ele “jamais atrapalhou o andamento das investigações” e que “a liberdade deferida segue o entendimento da Suprema Casa e da legislação pátria”. O esquema envolvia associações que cadastravam aposentados e pensionistas do INSS sem autorização, usando assinaturas falsas para descontar mensalidades diretamente dos benefícios. Estima-se que o prejuízo causado entre 2019 e 2024 pode alcançar R$ 6,3 bilhões, resultando na demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Essas entidades, muitas vezes presididas por pessoas de baixa renda, ofereciam propinas a servidores para acessar dados de beneficiários e facilitavam os descontos indevidos. A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União apontam que a investigação começou em 2023, e a PF foi acionada em 2024 após a CGU identificar indícios de crimes. A investigação continua à medida que se busca responsabilizar os envolvidos na fraude.

Fonte: g1 Política

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