O presidente Lula convocou, nesta quinta-feira (5), uma reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e economistas do PT, após o Banco Central decidir manter a taxa de juros inalterada. O encontro, realizado no Palácio da Alvorada, aconteceu um dia após o Copom interromper o ciclo de cortes da Selic, fixando-a em 13,75% ao ano.
Durante a reunião, Dario Durigan apresentou um panorama da economia atual e as iniciativas em análise para assegurar o cumprimento das metas fiscais e a continuidade dos programas sociais. O encontro contou com a presença de figuras importantes, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Bruno Moretti, Miriam Belchior e Esther Dweck, além de ex-ministros e economistas renomados, tais como Fernando Haddad, Aloizio Mercadante, Guido Mantega, Luciano Coutinho, Eduardo Moreira e Laura Carvalho.
A proposta de Durigan incluía medidas para controlar os gastos públicos, sem afetar áreas essenciais como saúde e educação. A ideia é promover um ajuste fiscal que permita baixar a taxa de juros e garantir a sustentabilidade das políticas sociais no longo prazo. Mais cedo, o ministro enfatizou a necessidade de criar condições para reduzir a taxa de juros, embora tenha evitado criticar diretamente a decisão do BC.
O contexto da reunião também reflete as críticas de membros do PT à política monetária atual. Eles destacam que as taxas de juros elevadas prejudicam a economia e defendem uma revisão das diretrizes do Banco Central. Por outro lado, o mercado financeiro aguarda com expectativa as medidas do governo para conter despesas, buscando um plano coerente que assegure a estabilidade econômica sem medidas drásticas.
Conforme um banqueiro, a expectativa é por um plano viável que controle o crescimento das despesas, evitando um cenário de baixo crescimento econômico e pressões inflacionárias. A reunião é um passo importante para alinhar estratégias que possam equilibrar os interesses do governo e do mercado, visando uma economia mais estável e próspera.
Fonte: g1 Política







