Tehiana Gomes de Freitas Pataxó foi novamente condenada nesta quarta-feira (4) pelo atropelamento e morte do menino indígena Enzo Gabriel Oliveira dos Santos, de 4 anos, em Pau Brasil, no sul da Bahia. A decisão veio após um primeiro julgamento realizado em 2024 ter sido anulado por erro material.
Na primeira sentença, Tehiana recebeu 13 anos de prisão e ficou detida por 30 dias, mas acabou liberada para responder em liberdade. O novo julgamento, realizado na cidade de Camacan, reduziu a pena para 11 anos de reclusão em regime fechado. Após a sessão, ela foi levada diretamente ao Conjunto Penal de Itabuna. Ainda não há informações se a defesa irá recorrer.
Durante o julgamento, a família de Enzo Gabriel expressou sua dor e busca por justiça. Gilnei Oliveira dos Santos, pai do menino, desabafou: “É uma perda que não tem tempo que vá cicatrizar. Uma perda que vamos levar para o resto das nossas vidas, essa cicatriz. Uma dor que nunca vai parar, vai ficar sempre nos nossos corações.” Jenifer Sousa, irmã de Enzo, também se manifestou, destacando a tristeza da família: “A gente ficou muito triste, porque já tinha passado aquela luta. […] E, agora, vendo minha mãe passando por isso mais uma vez.”
O acidente ocorreu em 2021, quando Tehiana, na época com 18 anos e sem habilitação, dirigia a caminhonete do namorado, Renato Santos Rocha, após ambos consumirem álcool em um bar na zona rural de Pau Brasil. Renato, que estava no banco do carona, foi condenado a dois anos de detenção e teve a habilitação suspensa por dois anos e oito meses, mas também foi beneficiado pela anulação da primeira sentença. Não está claro se ele será submetido a novo julgamento.
A mãe de Enzo Gabriel, que passou mal antes da audiência e precisou de atendimento médico, preferiu não dar entrevistas. A família continua a lutar por justiça e por respostas mais definitivas sobre o caso.
Fonte: g1 Bahia







