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Alcolumbre critica eleição baseada em ofensas e agressões

Presidente do Senado reage a críticas de Carlos Portinho e discute PEC

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Após críticas de líder do PL, Alcolumbre diz que lamenta eleição de quem se promove 'ofendendo e agredindo'

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), expressou nesta quarta-feira (4) seu descontentamento com a maneira como alguns políticos têm se promovido durante as eleições, utilizando ofensas como estratégia. A declaração vem na esteira das críticas recebidas do líder do Partido Liberal (PL), Carlos Portinho (PL-RJ), após o resultado do primeiro turno do PL. Alcolumbre afirmou: “Infelizmente, muitos atores políticos do meu país chamado Brasil se promoveram e ganharam a eleição ofendendo e agredindo as pessoas”.Para ele, essas agressões têm como objetivo conquistar apoio de um “radicalismo horrível” presente no Brasil. Alcolumbre destacou que as eleições foram vencidas com base em agendas específicas que promoviam agressões, ameaças e mentiras, seja contra o Judiciário, o Executivo ou mesmo o Senado, visando garantir votos. Ele lamentou: “E para minha tristeza e de milhões de pessoas, ganharam as eleições, com base em alguma agenda específica”.Em seu discurso, Alcolumbre também criticou as dúvidas levantadas sobre a integridade das eleições, como as feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) após o segundo turno. “Abriu as urnas e ganharam a eleição, mas o pior de tudo isso é que no primeiro turno a urna eletrônica prestou”, afirmou, ressaltando a incoerência das críticas sobre as urnas eletrônicas.A declaração de Alcolumbre aconteceu após Portinho cobrar a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para reduzir a maioridade penal, o que Alcolumbre havia recusado sob a justificativa de que a Câmara teria iniciado a discussão antes do Senado. Portinho acusou Alcolumbre de descumprir um acordo entre líderes para acelerar a votação, alegando que o Senado estava sendo subordinado à Câmara e ao Poder Judiciário. “O senhor fez um compromisso; compromisso é para ser cumprido”, disse Portinho.A fala de Portinho foi vista por alguns senadores como um ataque à gestão de Alcolumbre, levando parlamentares governistas a defenderem o presidente do Senado em plenário. Portinho, por sua vez, negou ter ofendido Alcolumbre e também defendeu a ida de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, mencionando que o compromisso acordado entre os líderes não foi cumprido.

Fonte: g1 Política

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