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Balsa de extração ilegal de ouro é destruída no Pará

Operação Extractio 3 combate garimpo ilegal nos rios Parauapebas e Carajás

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Balsa usada para retirar ouro ilegal do rio Parauapebas é destruída no PA

Uma operação conjunta no sudeste do Pará resultou na destruição de uma balsa utilizada para a extração ilegal de ouro no rio Parauapebas. A estrutura, encontrada na região do Contestado, entre Marabá e Parauapebas, era uma instalação de grande porte, configurada como uma unidade industrial flutuante. A ação fez parte da Operação Extractio 3, que reúne esforços de órgãos federais para combater o garimpo ilegal na área de Carajás.

A balsa impressionou os agentes por seu tamanho e complexidade. Além de equipamentos para extração e lavagem de minério, a estrutura contava com oficina mecânica, alojamentos, cozinha, banheiro e um sistema próprio de geração de energia. O processo de extração envolvia bombas que sugavam areia, lama e cascalho do leito do rio, separando o ouro através de um sistema de lavagem. Os sedimentos e a água eram então devolvidos ao rio.

Esse tipo de atividade ilegal tem potencial para danificar significativamente o ecossistema fluvial, alterando o leito do rio e prejudicando a vida aquática. O impacto ambiental é exacerbado pelo porte da balsa, que supera a capacidade de extração de garimpos artesanais.

Durante a operação, novas frentes de garimpo ilegal foram identificadas em Canaã dos Carajás. As equipes encontraram equipamentos pesados e indícios do uso de mercúrio no processo de extração de ouro. Em Curionópolis, foram detectadas atividades de garimpo próximas a linhas de transmissão de energia elétrica, o que representa um risco significativo ao sistema de fornecimento de energia para diversas regiões do país.

A Operação Extractio 3 é conduzida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia Federal, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Força Nacional. Novas ações estão planejadas para identificar e prender os responsáveis pela operação da balsa e pela rede criminosa que facilita a extração e comercialização ilegal de ouro.

Fonte: g1 Brasil

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