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Agricultura regenerativa: é hora de medir resultados, afirma especialista

Sheilla Albuquerque destaca a importância de indicadores para comprovar a eficácia da agricultura regenerativa.

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Agricultura regenerativa precisa sair do discurso e entrar nos indicadores, diz especialista

A agricultura regenerativa se tornou um tema central nas discussões sobre produtividade, clima e sustentabilidade no setor agrícola. De acordo com Sheilla Albuquerque, CEO da Vitalforce, a prática está consolidada, mas o verdadeiro desafio é evidenciar, de maneira prática, os resultados dessa abordagem nas propriedades rurais.

Definições e práticas essenciais

A profissional enfatiza que é crucial estabelecer claramente o que caracteriza a agricultura regenerativa. Embora técnicas como plantio direto, rotação de culturas e uso de bioinsumos sejam fundamentais, a simples adoção dessas práticas não garante que uma área esteja, de fato, se regenerando. Para Sheilla, a questão a ser respondida é objetiva: “o sistema está melhor do que estava há alguns anos?” Essa análise exige medições precisas, iniciando com um diagnóstico detalhado.

O papel do diagnóstico

Antes de decidir sobre a tecnologia a ser implementada, é vital compreender qual problema se deseja resolver. Segundo Sheilla, um diagnóstico eficaz pode transformar a qualidade das decisões tomadas e direcionar melhor os manejos e investimentos. “Quando começamos pela tecnologia e só depois procuramos o problema que ela poderia resolver, corremos o risco de investir sem atacar a principal limitação da área”, alerta.

Análise do solo e suas complexidades

A especialista ressalta que a agricultura regenerativa não deve ser vista como um conjunto fixo de práticas, mas sim como uma estratégia que evolui com as necessidades específicas de cada propriedade. Uma análise química do solo pode mostrar bons níveis de fertilidade, mas problemas como compactação e baixa infiltração de água podem ainda persistir. “Se olharmos apenas para um indicador, podemos ter uma leitura incompleta do que está acontecendo naquela área”, explica.

Impacto das condições climáticas

A análise do solo se torna ainda mais crucial em face das mudanças climáticas. Sheilla explica que, durante longos períodos de estiagem, as diferenças entre os solos podem se tornar evidentes, afetando diretamente a capacidade das plantas de resistir ao estresse hídrico. “Não conseguimos controlar o clima, mas podemos atuar sobre algumas das condições que determinam como o sistema produtivo responderá a períodos de seca, calor excessivo ou chuvas intensas”, afirma.

Sheilla conclui que acompanhar as mudanças no solo e na eficiência do uso de recursos é fundamental para a agricultura regenerativa. “Precisamos entender o que mudou no solo, na eficiência do uso de recursos, na resposta das plantas e na estabilidade da produção”. Para ela, essa abordagem permitirá que o setor agrícola veja a prática não apenas como uma classificação, mas como uma trajetória de evolução contínua, que deve fazer sentido para aqueles que assumem os riscos da produção.

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