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Juros futuros na B3 apresentam volatilidade após decisões do Fed

Investidores reagem a incertezas sobre a equipe econômica do governo Lula 4 e a nova estratégia do Federal Reserve.

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Juros futuros fecham mistos na B3 após Fed e sinais do novo governo

Os juros futuros negociados na B3 fecharam a quarta-feira (28) sem uma tendência definida, refletindo um cenário de volatilidade. As taxas de longo prazo apresentaram alta, impulsionadas pelas incertezas dos investidores sobre a equipe econômica e a política fiscal da administração Lula 4. Por outro lado, a parte curta da curva teve um desempenho diferente, beneficiada pela queda nos Treasuries de dois anos após declarações do presidente do Federal Reserve (Fed).

Movimentações no mercado de juros

No fechamento do dia, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 subiu para 14,632%, em comparação a 14,383% na sessão anterior. O DI para janeiro de 2029 teve uma leve queda, encerrando em 14,745%, após fechar em 14,762%. Já o DI para janeiro de 2031 aumentou de 14,911% para 14,970%.

Enquanto isso, no mercado americano, o rendimento da T-Note de dois anos recuou para 4,697%, enquanto o rendimento da T-Note de 10 anos desacelerou para 5,016% e o T-Bond de 30 anos ficou em 5,345%.

Impactos das decisões do Fed

Após decidir manter a taxa de juros entre 3,75% e 4% ao ano, Kevin Warsh, presidente do Fed, ressaltou que há um consenso de que a política monetária começa a mostrar resultados, com um aperto nas condições financeiras e crescimento econômico nos Estados Unidos sem aumento das pressões inflacionárias. Warsh também anunciou mudanças no calendário do Comitê de Mercado Aberto (FOMC), que em 2027 terá um encontro sem votação sobre juros, voltado para a estratégia; e em 2028, esse número aumentará para dois encontros.

O economista Vitor Kayo, da Nomad Investimentos, comentou que essa alteração no calendário pode proporcionar mais tempo entre as decisões, permitindo discussões mais profundas sobre a política monetária. Ele acredita que o banco central americano chegará à reunião de dezembro com informações mais robustas para definir os próximos passos.

Influências no mercado local

No cenário nacional, operadores observaram que o comportamento dos DIs foi fortemente influenciado por ajustes de posições após as eleições, em meio à incerteza sobre a equipe econômica e a gestão fiscal. Além disso, a possibilidade de introdução de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre títulos atualmente isentos de Imposto de Renda, como LCIs, LCAs, CRIs, CRAs e debêntures, também chamou atenção. Marcelo Bacelar, gestor de portfólio da Azimut Brasil, e Gustavo Danilo, analista de renda fixa da Manchester Investimentos, afirmaram que esse tema gerou ruídos no mercado, embora não tenha sido o principal fator de pressão sobre os juros.

O dia de negociações terminou com uma pressão maior nas taxas longas, enquanto a parte curta da curva refletiu a acomodação dos Treasuries em resposta às sinalizações do Fed. No mercado interno, as expectativas seguiram sendo moldadas pela percepção fiscal e pelas incertezas quanto à nova equipe econômica.

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