Em outubro de 2026, o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) experimentou um dos meses mais chuvosos da última década, de acordo com dados da Sabesp. O acumulado de chuva no mês atingiu 183,86 milímetros, ficando atrás apenas do recorde de 200,8 milímetros de 2023. Esse volume foi 72% maior do que os 106,9 milímetros esperados para outubro.O crescimento do volume de chuvas também foi expressivo em comparação ao ano passado, quando outubro de 2025 registrou apenas 92,72 milímetros. O aumento de 98,3% em 2026 é notável. No dia 25 de outubro, ocorreu o maior volume diário, com 49,68 milímetros, representando 27% do total do mês.Entre 2017 e 2026, a precipitação em outubro superou a média histórica esperada em três anos: 2018, 2023 e 2026. Em 2018, o Spat registrou 138,52 milímetros, acima dos 113,1 milímetros previstos. Já em 2023, o acumulado foi de 200,8 milímetros em comparação com a média esperada de 104,2 milímetros. Nos outros anos da década, o volume ficou abaixo do esperado, com a maior diferença em 2019, quando choveu apenas 38,72 milímetros.O volume útil do Spat também apresentou crescimento significativo, passando de 54,24% no início de outubro para 60,21% no final do mês. Este aumento de 5,96 pontos percentuais foi o maior registrado em outubro na última década. O índice final de 60,21% ficou atrás apenas dos níveis de 2019 e 2023, que foram de 82,02% e 65,21%, respectivamente.Todas as cinco represas do sistema encerraram outubro de 2026 com volumes superiores aos do ano anterior. A represa Paraitinga teve o maior aumento, de 19,4% para 81,6%, enquanto a represa do Rio Jundiaí subiu de 11,6% para 71,6%. Taiaçupeba, Biritiba e Ponte Nova também apresentaram aumentos significativos. Esses dados destacam a importância das chuvas de outubro para a recuperação dos níveis das represas na região.
Fonte: g1 Brasil







