Dias após o segundo turno das eleições de 2026, a corrida pela presidência do Senado intensifica-se. Enquanto Hugo Motta, dos Republicanos-PB, consolida apoio para liderar a Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre (União-AP) encara um cenário de incertezas na sua tentativa de reeleição. O PL, partido de Flávio Bolsonaro, planeja lançar Rogério Marinho como seu candidato ao Senado. Mesmo com a provável unidade do PL em torno de Marinho, Alcolumbre procura conquistar votos dentro do partido bolsonarista, apostando no voto secreto para fomentar eventuais dissidências. Em meio a isso, Tereza Cristina (PP-MS) emerge como terceira via, resistindo às investidas de Marinho e Alcolumbre, reafirmando sua intenção de concorrer. Após a viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA, a senadora publicou uma nota confirmando sua candidatura e sua disposição para dar seguimento a pedidos de impeachment de ministros do STF, em um claro confronto com Alcolumbre. Ao contrário da senadora, Alcolumbre já sinalizou que não pretende avançar em processos contra integrantes do STF. Tereza Cristina defende que a escolha da liderança do Senado reflita a nova composição política das eleições e a vontade dos novos parlamentares. A senadora levantou questionamentos sobre a atuação do Judiciário, especialmente após o ministro Alexandre de Moraes ordenar que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes à Polícia Federal, fato usado por aliados do candidato como crítica ao Judiciário. Apesar da firmeza de Tereza Cristina em sua candidatura, o PP, seu partido, já declarou apoio a Alcolumbre. Nos bastidores, fala-se que Alcolumbre poderia oferecer a vice-presidência do Senado para Tereza Cristina entre 2027 e 2029, em troca de apoio à sua futura candidatura à presidência do Senado em 2029. Contudo, a aceitação desse acordo pela bancada governista no Senado ainda é incerta.
Fonte: Bahia Notícias – Principal






