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Celina Leão enfrenta desafios na educação do DF com Ideb em queda

Governadora reeleita lida com déficit de profissionais e metas não atingidas no Ideb

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Desafios de Celina Leão na educação do DF incluem Ideb ruim e déficit de profissionais

Após ser reeleita, Celina Leão, futura governadora do Distrito Federal, enfrentará desafios significativos na educação pública. A rede de ensino do DF, antes exemplo nacional, agora luta contra um déficit histórico de profissionais. Desde a pandemia, o desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) caiu, ficando abaixo da média nacional.

O Distrito Federal foi a única unidade federativa que registrou queda no Ideb no ensino médio, contrastando com os melhores resultados nacionais desde 2005. Nenhum dos níveis escolares do DF atingiu as metas esperadas, e a capital ficou abaixo da média nacional em todos eles. Apenas nos anos iniciais do ensino fundamental, ao incluir a rede privada, o DF superou a média nacional com nota 6,4 comparado a 6,3 do país.

Durante uma entrevista, Celina Leão destacou avanços nos últimos anos, mas reconheceu que o sistema de reprovações impacta negativamente no Ideb. Ela mencionou que no DF, alunos podem reprovar com duas matérias, enquanto outros estados evitam reprovações, o que afeta o índice. Em agosto, Celina substituiu a então secretária de Educação, Iêdes Braga, por Thiago Peixoto, buscando novos rumos para a pasta.

A nova gestão já enfrenta atritos com o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), que em outubro protestou contra o que chamou de autoritarismo, criticando materiais didáticos e um novo calendário escolar sem participação da categoria. Celina, contudo, atribuiu o protesto a motivações eleitorais.

Outro desafio é o número insuficiente de servidores efetivos. Com 16.912 profissionais temporários, a Secretaria de Educação enfrenta uma alta taxa de contratos provisórios. Em resposta, Celina anunciou a nomeação de 2.681 aprovados de um concurso realizado em 2022 e autorizou um novo certame com 10.604 vagas, visando reduzir a dependência de temporários.

A expansão da educação em tempo integral também está entre suas promessas. Atualmente, apenas 7% dos alunos do DF estão matriculados em regime integral. Celina quer ampliar esse número, começando por áreas de maior demanda, mas isso requer melhorias na infraestrutura escolar. Recentemente, problemas como o desabamento de um telhado em uma escola do Paranoá, que funciona em estrutura provisória desde 2016, destacaram a necessidade de reformas.

A governadora eleita se comprometeu a modernizar a infraestrutura das escolas, construir novas unidades em terrenos próprios e ampliar o número de escolas cívico-militares. Além disso, planeja reestruturar o plano de carreira dos profissionais da educação, promover formação continuada e melhorar as condições de trabalho nas escolas.

Fonte: g1 Brasil

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