Durante um julgamento recente no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, o empresário Fernando Sastre Filho confessou ter consumido álcool antes de causar um acidente fatal com seu Porsche. A admissão resultou em uma redução significativa de sua sentença, que passou de mais de 18 anos para pouco mais de 17 anos de prisão. O caso envolve a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana e lesão corporal grave a Marcus Vinicius Machado Rocha, passageiro do Porsche.
Sastre, que sempre negou ter bebido, alterou sua versão ao admitir o consumo de “dois drinks” antes de dirigir. A juíza Melanie Liesenberg aplicou atenuante de confissão espontânea, reduzindo a pena em 1/12. O empresário foi condenado por homicídio qualificado com dolo eventual e lesão corporal gravíssima. A confissão trouxe à tona contradições no caso, já que testemunhas e imagens indicavam sinais de embriaguez desde o início.
A colisão ocorreu em março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, quando Sastre dirigia em alta velocidade e embriagado. Câmeras registraram o Porsche a 156 km/h antes do impacto. A defesa de Sastre, que planeja recorrer, argumentou por desclassificação do crime para homicídio culposo.
Promotores Rodolfo Morais e Lucas Schaefer anunciaram que buscarão aumentar a pena para mais de 20 anos, considerando a gravidade do caso. Enquanto isso, Sastre, atualmente preso em Potim, SP, já cumpriu parte da sentença. Se mantida, sua pena terminará por volta de 2041. A defesa, liderada por Jonas Marzagão, contesta a decisão e planeja apelar.
Outro episódio marcante foi a expulsão de Giovana Pinheiro Silva, namorada de Sastre, do plenário, por comportamento inadequado. O Ministério Público pretende investigá-la por falso testemunho e fraude processual, devido ao apoio à versão inicial de Sastre.
A polêmica em torno do caso continua, com promotores e defesa em lados opostos sobre a sentença e as circunstâncias do acidente.
Fonte: g1 Brasil







