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Brasil impulsiona medidas globais na COP17 sobre biodiversidade

Conferência em Yerevan destaca novos compromissos para proteger a biodiversidade global até 2030

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Brasil contribui para avanços das ações de proteção da biodiversidade

A 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP17) encerrou em Yerevan, Armênia, com a significativa contribuição do Brasil na definição de estratégias globais para a proteção da biodiversidade. A reunião culminou com a assinatura do Caminho de Yerevan, documento que estabelece novos compromissos entre os países para enfrentar a crise ambiental.

A conferência destacou a revisão do Marco Global de Kunming-Montreal, que apontou a insuficiência dos esforços atuais para alcançar as 23 metas até 2030. Karen Oliveira, da The Nature Conservancy Brasil, destacou que esta edição da COP foi crucial para reorientar as estratégias, com avanços em financiamento e envolvimento de comunidades locais.

Entre os principais acordos financeiros, destaca-se a ampliação do número de países doadores, incluindo economias emergentes como China e Arábia Saudita. O evento também confirmou a revisão dos fundos globais, como o Fundo Global para a Biodiversidade e o GEF, visando uma estrutura de financiamento mais eficiente. Durante a conferência, foram anunciados compromissos financeiros que superam US$ 1,8 bilhão.

No entanto, questões como a reforma de subsídios avançaram pouco. Um grupo de trabalho foi criado para transformar US$ 500 bilhões de subsídios prejudiciais em incentivos positivos para a natureza. An Lambrechts, do Greenpeace Internacional, ressaltou a importância de superar desafios como o financiamento insuficiente e a necessidade de reformar subsídios que prejudicam a biodiversidade.

Outro ponto de debate foi o Fundo de Cali, criado para receber contribuições de empresas que utilizam recursos genéticos para desenvolver produtos. Apesar do potencial, a adesão voluntária proposta por grandes corporações tem limitado seu funcionamento efetivo.

A proposta brasileira de promover o uso sustentável da biodiversidade com repartição equitativa de benefícios foi incorporada à convenção. Michel Santos, do WWF-Brasil, destacou a importância de fortalecer essa agenda, envolvendo consultas a comunidades locais e povos indígenas.

A conectividade ecológica também foi um foco do Brasil, que defendeu a criação de corredores de conservação. O tema ganhou espaço para futuras discussões, visando integrar áreas protegidas e promover benefícios ambientais e sociais.

Concluindo, a COP17 em Yerevan reafirmou a necessidade de ações coordenadas e eficazes para proteger a biodiversidade, destacando o papel ativo do Brasil na liderança dessas iniciativas.

Fonte: Agência Brasil – Últimas

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