O estado do Amazonas registrou 2.258 focos de queimadas em outubro, representando uma diminuição de 39,40% em comparação a setembro, quando foram contabilizados 3.726 focos. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Apesar dessa redução significativa, o Amazonas ainda ocupa a sexta colocação no ranking de queimadas de 2026, com um total de 8.515 focos identificados ao longo do ano. Na frente, estão os estados do Pará com 24.146, Maranhão com 11.185, Bahia com 10.287, Mato Grosso com 10.157 e Tocantins com 9.384 focos registrados.Entre os dias 29 e 30 de outubro, os satélites do Inpe detectaram mais 30 focos no território amazonense. Mesmo com a redução nos números de queimadas, a qualidade do ar não melhorou em todas as áreas afetadas. A Defesa Civil do estado relatou que Parintins exibiu a pior classificação, com qualidade do ar classificada como péssima.Além de Parintins, outros sete municípios enfrentaram condições atmosféricas muito ruins: Barreirinha, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Maués, São Sebastião do Uatumã e Silves. Autazes, Boca do Acre, Manaus, Nova Olinda do Norte e Urucurituba apresentaram qualidade do ar ruim.Esse cenário de redução nos focos de queimadas ocorre em meio a intensas operações de fiscalização e combate a crimes ambientais na região. Durante o período de 9 a 28 de outubro, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou multas que somaram R$ 8,5 milhões e embargou 916,03 hectares no âmbito da 13ª etapa da Operação Tamoiotatá 6.As ações de fiscalização foram realizadas em diversas localidades, incluindo Borba, Careiro, Careiro da Várzea, Beruri, Manaquiri e Autazes. As principais infrações encontradas foram desmatamento sem permissão, queimadas ilegais, danos à vegetação nativa e descumprimento de embargos ambientais.Essas medidas ocorreram durante a vigência do Decreto Estadual nº 55.339, em vigor desde 9 de setembro de 2026, que proíbe o uso do fogo no Amazonas por um período de 120 dias, reforçando o compromisso do estado com a preservação ambiental e o combate às queimadas.
Fonte: Bahia Notícias – Principal







