O advogado Willer Tomaz, que enfrenta investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) junto ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suspeita de lavagem de dinheiro, possui cinco propriedades em ilhas de Angra dos Reis, além da casa que se tornou alvo de disputa com o jogador Richarlison. A aquisição das casas ocorreu entre 2021 e 2022, período em que Flávio Bolsonaro introduziu ao Senado um projeto de lei para facilitar empreendimentos em Angra, promovendo a municipalização das áreas de conservação federais e estaduais. Essa proposta visa flexibilizar as regras para a exploração econômica da região. Coincidentemente, Flávio também foi relator da PEC das Praias, que sugere a privatização das ilhas marítimas do Brasil, atualmente sob propriedade da União. As propostas seguem em tramitação.Os investimentos de Tomaz em Angra ganharam destaque devido à disputa com Richarlison, atacante do Tottenham. Em vídeos, Richarlison alegou que Flávio Bolsonaro estava envolvido na posse do imóvel de luxo na Ilha Comprida, onde ele investiu R$ 10 milhões. Flávio negou as acusações, afirmando que a Justiça já havia decidido a favor de Tomaz, que apresentou documentos legais para sustentar sua posse. A SPU, responsável pela gestão das ilhas, mostrou agilidade na regularização do imóvel para Tomaz, o que gerou controvérsias. Em 2022, a SPU estava sob a administração do governo Bolsonaro.Apesar das polêmicas, Tomaz ainda planeja construir um resort de luxo na Ilha do José André, dentro da Área de Proteção Ambiental de Tamoios. No entanto, o projeto não avançou após um decreto revogado pelo governo do estado.Em 2021, Flávio propôs uma Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento Sustentável (Rides) para os municípios de Angra dos Reis, Mangaratiba e Paraty, promovendo turismo e economia. A PEC das Praias, que permite a privatização de ilhas, também aguarda análise no Senado. A SPU manifestou-se contra a PEC, alegando que favorece a grilagem costeira. Tomaz e Flávio negam qualquer vínculo empresarial, apesar da amizade declarada.
Fonte: g1 Política







